Não pode haver justiça plena para fora se não houver justiça institucional para dentro.
Autismo, TDAH, dislexia, altas habilidades e outros perfis cognitivos estão presentes em todas as instituições públicas, com ou sem diagnóstico, declarados ou não. Ignorar essa realidade tem custo: adoecimento, afastamentos, conflitos e talentos desperdiçados em funções incompatíveis.
Esta proposta cria um instrumento simples: uma Comissão Permanente de Neurodiversidade nos tribunais e órgãos públicos, de natureza consultiva, técnica e propositiva, sem criação de cargos e sem despesa obrigatória, para orientar a instituição a ajustar ambientes, rotinas e alocação de pessoas às diferenças cognitivas reais de quem trabalha nela.
Ela nasceu dentro do Poder Judiciário, escrita por uma servidora que vive a neurodivergência por dentro da instituição. Vem com fundamentos científicos e jurídicos, implantação em fases, indicadores e minuta de resolução pronta para adoção.